Por que Feira de Santana está criando 1.750 vagas na Educação? Entenda o impacto
Projeto de Lei Complementar nº 010/2025, de autoria do Poder Executivo, foi aprovado, por unanimidade, nesta quinta-feira (04/12), pela Câmara Municipal e altera dispositivos da Lei Complementar nº 01/1994
Foto: Secom/PMFSA
A Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, nesta quinta-feira (04/12), o Projeto de Lei Complementar nº 010/2025, que autoriza a criação de 1.750 novos cargos efetivos na Rede Municipal de Educação de Feira de Santana. Mas, afinal, por que essa expansão tão significativa está acontecendo agora — e o que ela muda na vida de estudantes, professores e escolas?
Segundo o texto do Poder Executivo, a iniciativa responde a um desafio concreto: a rede cresceu, as demandas aumentaram e as escolas precisam de mais estrutura humana para funcionar plenamente. O objetivo é fortalecer o atendimento à comunidade estudantil e garantir melhores condições de trabalho e de aprendizagem.
O que está sendo criado?
O projeto amplia o quadro permanente da Educação com 1.500 cargos de professor (40 horas) e 250 cargos de Técnico Administrativo de Secretaria Escolar (40 horas)
Esses profissionais passam a integrar oficialmente a legislação municipal, compondo a base estruturada da carreira pública na educação.
Por que a criação desses cargos é necessária agora?
De acordo com a justificativa da prefeitura da cidade, a ampliação atende a três necessidades principais:
1. Crescimento da rede e da demanda escolar
O número de estudantes matriculados na Educação Infantil e no Ensino Fundamental vem aumentando, assim como a complexidade das unidades escolares. Mais alunos exigem mais professores e equipes administrativas mais robustas.
2. Redução de lacunas na rotina das escolas
Diretores e professores acumulam, muitas vezes, tarefas administrativas que deveriam ser realizadas por equipes especializadas. Os novos cargos de Técnico Administrativo vão aliviar esse fluxo, permitindo que o pedagógico seja prioridade.
3. Fortalecimento da estrutura pedagógica
Com mais professores efetivos, a rede ganha estabilidade, continuidade didática e capacidade de planejamento — fatores decisivos para elevar a qualidade do ensino.
O que fazem esses novos profissionais?
Professores (1.500 vagas)
Atuarão na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, com atribuições como:
planejar aulas
aplicar avaliações
acompanhar o desenvolvimento dos estudantes
registrar atividades e desenvolver intervenções pedagógicas
promover o aprendizado e o desenvolvimento integral
Técnicos Administrativos (250 vagas)
Apoiarão a organização e o funcionamento das unidades, com atividades como:
matrícula e gestão documental
atendimento à comunidade escolar
elaboração de relatórios
controle de frequência
suporte às equipes pedagógicas e à direção
Impacto esperado nas escolas
Com a entrada desses novos profissionais, a rede, segundo o texto do projeto, deve experimentar:
melhora na rotina administrativa
ampliação da capacidade de atendimento
redução de sobrecarga de docentes e gestores
maior agilidade em processos internos
fortalecimento das ações pedagógicas
A lei entra em vigor assim que for publicada, atualizando os anexos da legislação municipal com a descrição oficial das novas funções.










